Irã mantém enriquecimento de urânio antes de negociações com os EUA
O presidente Masoud Pezeshkian reafirmou o direito ao enriquecimento de urânio enquanto negociações diplomáticas ocorrem na Suíça.
Pontos principais
- O presidente Masoud Pezeshkian declarou que o Irã não busca armas nucleares e aceita formalizar um compromisso de não proliferação.
- O país mantém a exigência de enriquecer urânio para fins civis, descartando a interrupção do programa como pré-condição para o diálogo.
- As negociações em Luzerne, na Suíça, contam com a mediação do Paquistão e são lideradas pelo vice-presidente dos EUA, JD Vance, e pelo chanceler iraniano Abbas Araghchi.
- O Irã impôs restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, citando descumprimento de acordos pelos EUA e ações de Israel, o que gera incerteza nos mercados de energia.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reafirmou que o país não pretende desenvolver armas nucleares, sinalizando disposição para formalizar um compromisso de não proliferação em um eventual acordo de paz. Contudo, Teerã mantém a posição de que não abrirá mão do direito de enriquecer urânio para fins civis. As negociações, que ocorrem em Luzerne, na Suíça, com mediação do Paquistão, contam com a participação do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e do chanceler iraniano Abbas Araghchi. Paralelamente, o governo iraniano impôs restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, justificando a medida como resposta a ações de Israel e ao descumprimento de acordos pelos Estados Unidos. A situação eleva a tensão geopolítica e gera preocupações globais sobre o impacto no escoamento de energia através desta rota estratégica.
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