O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã não abrirá mão de sua capacidade de enriquecer urânio nas negociações com os EUA, descrevendo-a como o poder de resistir a grandes potências.
O Irã reafirmou sua posição de não abrir mão da capacidade de enriquecer urânio durante as negociações com os Estados Unidos sobre um novo acordo nuclear. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, descreveu essa capacidade como a "bomba atômica" do país, simbolizando o poder de dizer não às grandes potências, embora negue qualquer intenção de construir uma arma nuclear. As conversas, retomadas em Omã, foram inicialmente avaliadas como tendo uma "atmosfera muito positiva", com ambas as partes concordando em continuar o diálogo.
Enquanto os EUA buscam uma limitação mais ampla, incluindo mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos armados, além de uma "capacidade nuclear zero", o Irã defende que as discussões se restrinjam exclusivamente ao programa nuclear, que o país insiste ter propósitos pacíficos. A tensão regional tem sido exacerbada por reforços militares americanos e ameaças de ação militar, levando países como Turquia, Alemanha e China a expressarem preocupação e a pedirem estabilidade ou a defenderem o direito iraniano ao uso pacífico da energia nuclear.