Com o prazo final se aproximando, o governo ainda deve R$ 1,5 bilhão em emendas, com maior atraso concentrado nas transferências especiais.
A dez dias do encerramento do prazo estipulado, o governo federal ainda não quitou 10% do valor mínimo das emendas parlamentares programadas para o primeiro semestre de 2026. Do total de R$ 17,3 bilhões previstos, R$ 15,8 bilhões foram pagos até o momento. O maior gargalo reside nas chamadas emendas PIX, que acumulam 37% de pendências. A necessidade de honrar esses compromissos tem pressionado o equilíbrio fiscal, forçando o governo a contingenciar recursos de setores estratégicos, como a educação, para viabilizar os repasses. Analistas destacam que a rigidez desse calendário orçamentário limita a flexibilidade da gestão pública e aponta para uma mudança no perfil dos gastos, com as emendas sendo cada vez mais direcionadas ao custeio de atividades correntes em detrimento de investimentos estruturantes de longo prazo.
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