Um relatório do Inesc aponta que a expansão das emendas parlamentares, altos juros da dívida e renúncias fiscais restringiram investimentos públicos e políticas sociais no Orçamento Federal de 2025.

Um relatório recente do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) revela que o Orçamento Federal de 2025 foi significativamente comprometido pela expansão das emendas parlamentares, pelos altos custos dos juros da dívida e pelas renúncias fiscais. Essa combinação de fatores limitou os investimentos públicos e prejudicou a execução de políticas sociais essenciais, conforme apontado no estudo 'Orçamento e Direitos: Balanço da Execução de Políticas Públicas (2025)'.
Os dados do Inesc mostram que as emendas parlamentares alcançaram R$ 45 bilhões em 2025, correspondendo a 20% das despesas discricionárias e alterando o planejamento orçamentário. Em contraste, os gastos com juros da dívida interna atingiram R$ 371,7 bilhões, enquanto os investimentos públicos federais foram de apenas R$ 70,8 bilhões. As renúncias fiscais, por sua vez, somaram R$ 544 bilhões, o equivalente a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB), impactando a capacidade do governo de financiar direitos e reduzir desigualdades.
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