Mercado de trabalho aquecido e políticas de renda sustentam o consumo brasileiro, apesar dos juros altos e do aumento no endividamento das famílias.
A economia brasileira apresentou resiliência no início de 2026, com o consumo das famílias crescendo 1% no primeiro trimestre, contrariando expectativas de desaceleração diante dos juros elevados. Esse desempenho é sustentado por um mercado de trabalho robusto, que atingiu a mínima histórica de 5,8% de desemprego, além de ganhos na renda real dos trabalhadores e programas de transferência de renda e renegociação de dívidas, como o Desenrola 2.0. Contudo, o cenário acende alertas para a sustentabilidade do modelo a longo prazo. O endividamento das famílias chegou a 49,8% em março, acompanhado por uma trajetória de alta na inadimplência em diversas modalidades de crédito. Especialistas apontam que a dependência de crédito caro para manter o consumo pode comprometer a estabilidade financeira das famílias nos próximos trimestres, mesmo com a expectativa de um crescimento anual de 2,2% no setor.
9 jun, 18:15
27 mai, 16:15
4 mar, 04:01
30 jan, 16:05
30 jan, 09:03
Carregando comentários...