O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, impulsionado por agropecuária e indústria extrativa, mas o consumo das famílias e setores como construção estagnaram devido a juros altos e endividamento.
A economia brasileira registrou um crescimento de 2,3% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, totalizando R$ 12,7 trilhões. Apesar do avanço, impulsionado principalmente pela agropecuária (11,7%) e indústria extrativa (8,6%), o cenário foi marcado pela estagnação do consumo das famílias e o recuo de setores sensíveis ao crédito. No quarto trimestre, a economia avançou apenas 0,1%, com o consumo das famílias estagnado em 0,0%.
O elevado endividamento dos brasileiros, com 19 milhões de pessoas endividadas no cartão de crédito e um aumento de 7% nas dívidas de empréstimos e cheque especial, somado à taxa básica de juros de 15% ao ano, impactou diretamente o poder de compra. O consumo das famílias, principal componente do PIB, cresceu apenas 1,3% em 2025, uma queda significativa em relação a 2024. Setores como comércio (-0,3%) e construção civil (-2,3%) sofreram forte recuo, e os investimentos (FBCF) caíram 3,5% no quarto trimestre. Especialistas recomendam cautela e educação financeira para a recuperação em 2026, para o qual o mercado projeta um crescimento moderado do PIB, entre 1,5% e 2,0%.
G1 - Economia • 4 mar, 03:02
InfoMoney • 3 mar, 12:38
G1 - Economia • 3 mar, 09:00