Colômbia realiza segundo turno presidencial em cenário de polarização
Eleitores decidem neste domingo o sucessor de Petro entre o esquerdista Iván Cepeda e o direitista Abelardo de la Espriella, apoiado pelo presidente Donald Trump.
Pontos principais
- O segundo turno das eleições presidenciais ocorre neste domingo, 21 de junho de 2026.
- A disputa opõe Iván Cepeda, do Pacto Histórico, ao candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella.
- No primeiro turno, Espriella obteve 43,7% dos votos, enquanto Cepeda alcançou 40,9%.
- Mais de 41 milhões de colombianos estão aptos a votar para definir o mandato 2026-2030.
- Espriella propõe o fim da política de 'paz total' em favor de um confronto militar direto.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio público à candidatura de Espriella.
- A Colômbia enfrenta o período mais violento desde o acordo de paz de 2016 com as Farc.
A Colômbia vai às urnas neste domingo, 21 de junho de 2026, para definir o próximo presidente em um segundo turno marcado por acirrada polarização. A disputa coloca em lados opostos Iván Cepeda, que representa a continuidade do projeto Pacto Histórico do atual governo de Gustavo Petro, e o candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella. O pleito reflete a profunda fragmentação social do país, que vive o momento mais violento do conflito interno desde o acordo de paz de 2016. Enquanto Cepeda busca atrair o eleitorado jovem através de reformas sociais, Espriella aposta em uma retórica de linha-dura, consolidando-se como um outsider alinhado a líderes conservadores como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele.
O resultado da eleição promete uma mudança drástica na política de segurança nacional e na diplomacia regional, sendo visto como um divisor de águas para o alinhamento da América do Sul com os EUA. De la Espriella defende o abandono do plano de 'paz total' de Petro em favor de um confronto militar direto contra grupos armados. Em contrapartida, Cepeda propõe a continuidade da agenda progressista com um modelo de segurança conciliador. Embora o país apresente indicadores econômicos positivos recentes, a violência política e a atuação de grupos armados permanecem como os principais desafios estruturais para o próximo mandato de 2026-2030.
Com mais de 41 milhões de eleitores aptos a votar, o cenário é acompanhado de perto por observadores internacionais. O resultado definirá o rumo do país após a explosão social de 2021 e a gestão de Petro, podendo consolidar uma nova onda de governos de direita na região. A análise política sugere que, apesar da polarização extrema, o eleitorado permanece volátil e focado em respostas para os desafios cotidianos que moldam a Colômbia pós-acordo de paz.
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