Colômbia define sucessor de Petro em segundo turno presidencial
O senador Iván Cepeda e o advogado Abelardo De la Espriella disputam a presidência em um cenário marcado pela polarização e pelo histórico do conflito.
Pontos principais
- Iván Cepeda defende a continuidade das políticas de Gustavo Petro, enquanto Abelardo De la Espriella foca em segurança pública e linha dura.
- De la Espriella obteve uma vantagem de 673 mil votos no primeiro turno, embora pesquisas indiquem uma disputa competitiva.
- O pleito ocorre sob a sombra do histórico de violência dos grupos paramilitares, que causaram quase meio milhão de mortes no país.
- O resultado definirá o alinhamento diplomático da Colômbia com potências como EUA, Brasil e México.
- A campanha foi marcada por episódios de violência, incluindo o assassinato de dois membros da equipe de De la Espriella.
A Colômbia chega ao segundo turno das eleições presidenciais dividida entre dois projetos antagônicos. O senador de esquerda Iván Cepeda busca manter o legado de Gustavo Petro, priorizando a mediação de conflitos e políticas sociais. Em contrapartida, o advogado de ultradireita Abelardo De la Espriella, apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, defende o confronto militar direto e adota um discurso alinhado a figuras como Donald Trump e Nayib Bukele. Com uma vantagem de 673 mil votos no primeiro turno, De la Espriella lidera as projeções, mas a melhora na aprovação de Petro mantém o cenário competitivo.
O processo eleitoral ocorre em um contexto histórico sensível, com a sombra dos grupos paramilitares — milícias privadas formadas por latifundiários e empresários para combater guerrilhas — ainda presente no debate público. O conflito armado na Colômbia, que já causou quase meio milhão de mortes ao longo de décadas, moldou as trajetórias pessoais de ambos os candidatos. O vencedor do pleito assumirá o desafio de pacificar um país profundamente polarizado e redefinir o alinhamento diplomático da nação perante potências globais, em um processo eleitoral que também tem sido marcado por episódios de violência direta contra as equipes de campanha.
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