Lula deve discutir permanência de Jaques Wagner na liderança do Senado
O Planalto avalia como insuficientes as explicações do senador sobre suspeitas de corrupção e articula sua possível saída da liderança do governo.
Pontos principais
- A Polícia Federal investiga Jaques Wagner por suposto recebimento de propina e benefícios do Banco Master.
- As suspeitas envolvem a compra de um imóvel de luxo em Salvador e repasses financeiros a familiares.
- A investigação apura a atuação do senador em propostas legislativas e na chamada 'Emenda Master'.
- Interlocutores do governo pressionam pela saída de Wagner para que ele concentre esforços em sua defesa jurídica.
O presidente Lula deve se reunir na próxima semana com o senador Jaques Wagner para definir o futuro de sua permanência na liderança do governo no Senado. A avaliação interna no Palácio do Planalto é de que as explicações apresentadas pelo parlamentar sobre as recentes denúncias de corrupção foram insatisfatórias. Wagner é alvo de uma investigação da Polícia Federal que apura o suposto recebimento de vantagens indevidas em troca de atuação favorável ao Banco Master, incluindo a compra de um apartamento de luxo e transferências via familiares. O caso, que envolve a chamada 'Emenda Master' e mudanças em regras de crédito consignado, gerou desconforto na base governista. Diante da gravidade das suspeitas, aliados do governo defendem que o senador deixe o cargo para se dedicar integralmente à sua defesa jurídica, evitando que o desgaste político contamine a agenda legislativa do Executivo.
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