Falha normativa permite que senadores mantenham diárias não gastas em missões oficiais, prática revelada após apreensão na casa de Jaques Wagner.
Uma brecha nas normas do Senado Federal permite que parlamentares mantenham para si o saldo de diárias não gastas em missões oficiais, uma vez que não existe regulamentação que obrigue a devolução desses valores aos cofres públicos. O debate sobre a prática ganhou força após a Polícia Federal encontrar cerca de R$ 471 mil em espécie na residência do senador Jaques Wagner durante uma nova fase do caso Master. Em sua defesa, o parlamentar alegou que o montante, composto por dólares e euros, seria fruto de economias acumuladas em viagens internacionais ao longo dos anos. A situação expõe a fragilidade nos mecanismos de controle e prestação de contas do Legislativo brasileiro, reacendendo discussões sobre a necessidade de maior transparência no uso de verbas públicas destinadas a deslocamentos oficiais.
19 jun, 09:15
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