Parlamento de Cuba aprova reformas históricas de livre mercado
O governo cubano aprovou medidas de liberalização econômica, incluindo a abertura de setores ao investimento privado, para conter a crise no país.
Pontos principais
- O Parlamento de Cuba aprovou por unanimidade um amplo programa de reformas econômicas, marcando a maior alteração no modelo do país desde 1959.
- As medidas incluem a transformação de estatais em sociedades anônimas e a autorização de empresas privadas com mais de 100 funcionários.
- Setores como agricultura, turismo e o sistema bancário foram abertos ao investimento privado nacional e estrangeiro.
- Cidadãos cubanos passam a ter permissão para possuir mais de um negócio e manter contas em moeda estrangeira.
- O governo nega que as mudanças sejam fruto de pressão externa, classificando-as como decisões soberanas para enfrentar a crise econômica.
O Parlamento de Cuba aprovou, em sessão extraordinária, um pacote de reformas econômicas considerado o mais significativo desde a revolução de 1959. A medida, aprovada por unanimidade, introduz princípios de livre mercado na economia da ilha, que enfrenta uma de suas crises mais severas. A iniciativa representa uma mudança estratégica na gestão do regime, que busca alternativas para modernizar o sistema produtivo e atrair investimentos estrangeiros diante de pressões externas, como o embargo econômico vigente desde 1962 e o bloqueio de petróleo. Especialistas apontam que a implementação dessas diretrizes é uma tentativa urgente de reverter a estagnação econômica e a escassez que afetam a população, embora existam divergências sobre a eficácia e a longevidade das mudanças, citando o histórico de retrocessos em aberturas anteriores.
Entre as mudanças práticas, o programa autoriza a transformação de empresas estatais em sociedades anônimas e permite a operação de empresas privadas com mais de 100 funcionários. Além disso, setores estratégicos como agricultura, turismo e o sistema bancário foram abertos ao capital privado, nacional e estrangeiro. As novas regras também flexibilizam a vida dos cidadãos, que agora podem possuir mais de um negócio e manter contas em moeda estrangeira. O governo cubano sustenta que as reformas são decisões soberanas, negando que a abertura seja uma resposta direta a pressões externas, visando garantir a estabilidade interna e a sobrevivência do sistema diante dos desafios financeiros contemporâneos.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
