Papéis da petroquímica atingem mínima de 2026 com resistência de credores à reestruturação e avanço de processos judiciais pelo desastre em Alagoas.
As ações da Braskem sofreram uma desvalorização acentuada de 12% nesta sessão, renovando a mínima histórica da empresa no ano de 2026. O mercado reagiu negativamente ao impasse nas negociações com credores, que se opõem aos termos da reestruturação extrajudicial da dívida propostos pela companhia. A pressão sobre o valuation é agravada pelo desdobramento da crise socioambiental em Alagoas, onde a Justiça Federal tornou a empresa e ex-dirigentes réus pelo desastre em Maceió. Embora a administração tenha obtido autorização estatutária para um eventual pedido de recuperação judicial, a medida segue descartada no momento. Analistas do UBS BB mantêm cautela, citando que as incertezas quanto à liquidez de curto prazo e o risco de diluição para os acionistas continuam a pesar sobre o desempenho dos papéis da petroquímica.
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