Ações da Braskem caem 12% com impasse na dívida e riscos judiciais
Papéis da petroquímica atingem mínima de 2026 com resistência de credores à reestruturação e avanço de processos pelo desastre em Alagoas.
Pontos principais
- As ações da Braskem recuaram 10,27%, fechando o dia cotadas a R$ 7,54, após atingirem mínima de R$ 7,40.
- Credores resistem à proposta de reestruturação extrajudicial da dívida apresentada pela companhia.
- Justiça Federal em Alagoas tornou a empresa e ex-executivos réus pelo desastre socioambiental em Maceió.
- Analistas do UBS BB mantêm recomendação neutra, destacando incertezas sobre liquidez e possível diluição de acionistas.
As ações da Braskem sofreram uma desvalorização acentuada, recuando 10,27% e fechando o pregão a R$ 7,54, após tocarem a mínima de R$ 7,40 durante a sessão, o menor patamar desde dezembro de 2025. O mercado reagiu negativamente ao impasse nas negociações com credores, que se opõem aos termos da reestruturação extrajudicial da dívida propostos pela companhia, gerando temores sobre a liquidez de curto prazo da petroquímica. A pressão sobre o valuation é agravada pelo desdobramento da crise socioambiental em Alagoas, onde a Justiça Federal tornou a empresa e ex-dirigentes réus pelo desastre em Maceió. Embora a administração tenha obtido autorização estatutária para um eventual pedido de recuperação judicial, a medida segue descartada no momento. Analistas do UBS BB mantêm cautela, citando que as incertezas quanto à liquidez e o risco de diluição para os acionistas continuam a pesar sobre o desempenho dos papéis.
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