Volatilidade nas ações da petroquímica reflete dificuldades na reestruturação financeira e novos desdobramentos judiciais em Alagoas.
As ações da Braskem enfrentam um cenário de forte volatilidade e desvalorização acentuada em junho de 2026, perdendo quase 30% do valor de mercado após um mês de maio otimista. O movimento é impulsionado por dificuldades na negociação da reestruturação extrajudicial da dívida, que enfrenta resistência de credores e coloca em xeque a liquidez da petroquímica. Além dos desafios financeiros, a empresa lida com o agravamento de riscos legais, após a Justiça Federal em Alagoas tornar a companhia e ex-dirigentes réus pelo desastre socioambiental em Maceió. Embora a IG4 Capital tenha avançado na assunção da participação da Novonor, o caminho para a estabilização permanece incerto. Analistas do mercado, incluindo o UBS BB, mantêm cautela diante do risco de diluição para acionistas minoritários e da pressão contínua sobre os resultados operacionais, que ficaram abaixo das projeções no primeiro trimestre.
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