Stablecoins de dólar superam bitcoin em volume na América Latina
Pela primeira vez, stablecoins atreladas ao dólar ultrapassaram o bitcoin na preferência de investidores latino-americanos em 2025.
Pontos principais
- Stablecoins como USDT e USDC representaram 40% das aquisições de cripto na região, ante 18% do bitcoin.
- No Brasil, stablecoins já compõem cerca de 70% dos criptoativos declarados à Receita Federal.
- O volume processado pela divisão corporativa da Bitso cresceu 81% no primeiro semestre de 2026.
- Empresas utilizam stablecoins como infraestrutura para pagamentos e transferências internacionais.
O mercado de criptoativos na América Latina registrou uma mudança significativa em 2025, com as stablecoins atreladas ao dólar superando o bitcoin em volume de compras pela primeira vez. Segundo dados da Bitso, ativos como USDT e USDC tornaram-se a principal escolha para investidores que buscam proteção de valor e eficiência em transações digitais. No Brasil, o cenário é ainda mais consolidado, com esses ativos representando 70% das declarações à Receita Federal. A adoção reflete uma transição no uso da tecnologia, que deixou de ser apenas uma ponte para outros investimentos e passou a servir como ferramenta essencial para pagamentos e transferências internacionais. O crescimento de 81% no volume corporativo da Bitso no primeiro semestre de 2026 reforça a tendência de que empresas estão integrando stablecoins em suas operações financeiras diárias para mitigar riscos cambiais.
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