O presidente Lula rebateu críticas de Trump ao sistema eleitoral brasileiro e classificou como desaforada a ameaça de novas tarifas comerciais contra o país.
Durante a cúpula do G7 em Évian, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom contra o presidente americano Donald Trump. Além de rebater declarações de Trump sobre o sistema eleitoral brasileiro, Lula enfatizou que o pleito é um problema exclusivo do Brasil, ironizando o conhecimento do líder americano sobre o país e oferecendo apresentar o funcionamento das urnas eletrônicas. O presidente brasileiro também criticou a postura de Trump, descrevendo-o como alguém que fala muito e ouve pouco, e classificou como desaforada a ameaça de impor novas tarifas comerciais e de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, afirmando que o mandatário americano age como um imperador.
O posicionamento de Lula marca um momento de tensão diplomática e reforça a soberania nacional frente a comentários externos. O presidente brasileiro confirmou que não solicitou um encontro bilateral, justificando a decisão pela necessidade de concluir negociações comerciais técnicas antes de qualquer diálogo de alto nível. Paralelamente, o governo brasileiro aproveitou a ocasião para entregar um documento técnico a Trump sobre o combate ao crime organizado, destacando a preocupação com o fluxo de armas ilegais vindas de Miami. Lula reiterou que o Brasil mantém disposição para dialogar, desde que as tratativas comerciais avancem de forma produtiva.
InfoMoney • 17 jun, 15:47
Folha de São Paulo - Política • 17 jun, 15:49
Agência Brasil - EBC • 17 jun, 15:25
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