A separação entre gestão e relações pessoais é apontada como fator decisivo para a sobrevivência e o crescimento sustentável de empresas familiares.
A sobrevivência de empresas familiares no Brasil depende diretamente da capacidade de separar as relações pessoais da gestão corporativa. Segundo a especialista Misa Antonini, a tendência de centralização na figura do fundador, que muitas vezes opera baseada apenas na intuição, impede o desenvolvimento de um crescimento sustentável. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a adoção do modelo de Harvard, que delimita funções específicas para proprietários, conselho, diretoria e família. A profissionalização exige a criação de processos claros, governança robusta e um planejamento sucessório bem definido. Estabelecer normas transparentes para a entrada, permanência e desligamento de membros da família na estrutura societária é fundamental para evitar a confusão de papéis que frequentemente leva ao fracasso desses negócios. A transição para um modelo profissional é, portanto, um passo indispensável para garantir a longevidade e a competitividade da empresa no mercado.
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