Deputados e pesquisadores pedem prioridade para testes de polilaminina
Debate na Câmara busca acelerar estudos clínicos da polilaminina, droga experimental da UFRJ para tratamento de lesão medular.
Pontos principais
- A polilaminina é um medicamento experimental desenvolvido pela UFRJ com apoio do laboratório Cristália.
- A Anvisa autorizou a primeira fase de testes clínicos em janeiro, mas o processo ainda não começou.
- Pacientes solicitam acesso à droga via uso compassivo, mecanismo reservado para casos graves.
- Representantes da Anvisa e do Ministério da Saúde reforçaram que o uso compassivo não substitui a pesquisa clínica formal.
- A Conitec exige comprovação de eficácia e segurança antes de qualquer incorporação ao SUS.
Parlamentares e pesquisadores reuniram-se na Câmara dos Deputados para discutir a aceleração dos estudos clínicos da polilaminina, um medicamento experimental desenvolvido pela UFRJ em parceria com o laboratório Cristália. Embora a Anvisa tenha autorizado a primeira fase de testes em janeiro, o início das pesquisas ainda não foi concretizado. O debate ganha urgência devido à pressão de pacientes que buscam o acesso ao fármaco por meio do uso compassivo, um mecanismo excepcional para casos graves que não substitui a necessidade de evidências científicas robustas.
Durante a sessão, representantes da Anvisa e do Ministério da Saúde enfatizaram que a segurança e a eficácia do tratamento precisam ser rigorosamente comprovadas antes de qualquer incorporação ao SUS pela Conitec. Parlamentares defenderam a desburocratização dos processos regulatórios e a ampliação de investimentos em ciência e inovação no Brasil, visando viabilizar o desenvolvimento de tecnologias nacionais para lesões medulares.
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