Tatiana Sampaio, líder de pesquisa sobre a polilaminina para lesões medulares, admitiu falhas e prepara nova versão do estudo após críticas e recusas de revistas científicas.
A pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), admitiu erros na versão inicial de seu estudo sobre a polilaminina, substância investigada como tratamento para lesões na medula espinhal. Após críticas de outros cientistas e recusas de periódicos renomados, como os do grupo Springer Nature, Sampaio prepara uma nova versão do artigo, que passará por revisão geral e mudanças na apresentação dos resultados.
A pesquisa ganhou notoriedade com relatos de pacientes que teriam voltado a andar após o tratamento. No entanto, a consistência dos dados e a dificuldade em isolar o efeito da polilaminina foram questionadas. A polilaminina é uma proteína natural que estimula o crescimento de fibras nervosas, mas especialistas ainda apontam a necessidade de ensaios clínicos mais amplos para comprovar sua segurança e eficácia.