A polilaminina, substância desenvolvida na UFRJ, mostra resultados promissores em testes iniciais para recuperação de lesões medulares, mas exige mais ensaios clínicos para comprovar segurança e eficácia.
A polilaminina, uma substância inovadora desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho da UFRJ em parceria com a farmacêutica Cristália, tem gerado esperança na recuperação de lesões medulares. Após resultados positivos em testes com ratos, um estudo-piloto com oito pacientes humanos mostrou que cinco deles apresentaram algum ganho motor, com um paciente recuperando grande parte dos movimentos. Apesar de animadores, esses resultados não são suficientes para comprovar cientificamente a eficácia da substância, sendo necessárias as fases 1, 2 e 3 de ensaios clínicos.
Atualmente, a pesquisa está na fase 1, aprovada pela Anvisa, e será realizada em cinco pacientes com lesões agudas para monitorar a segurança e possíveis indicativos de eficácia. A comunidade científica enfatiza a importância de seguir rigorosamente todas as etapas dos ensaios clínicos, incluindo grupos controle, para garantir a validação robusta da tecnologia e evitar riscos. A recente Lei 14.874, sancionada em 2024, visa acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias no Brasil, o que pode beneficiar o avanço da polilaminina, enquanto a pesquisadora Tatiana Sampaio Coelho destaca a relevância do investimento na ciência pública para a autonomia tecnológica do país.