Trump critica operações em Israel e defende acordo nuclear com Irã
O presidente Donald Trump pressiona por mudanças estratégicas no Líbano e defende um novo memorando para impedir o desenvolvimento nuclear iraniano.
Pontos principais
- Donald Trump criticou a intensidade dos ataques israelenses no Líbano, citando o alto número de mortes civis.
- O presidente sugeriu que a Síria, sob comando de Ahmed Sharaa, seria mais eficaz na neutralização do Hezbollah.
- Trump anunciou um acordo de paz com o Irã a ser formalizado em Genebra, gerando insatisfação em Israel.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que as tropas israelenses não se retirarão do sul do Líbano.
- O Hezbollah condicionou o avanço das negociações nucleares entre Irã e EUA à retirada das forças israelenses do território libanês.
- Negociações técnicas entre autoridades americanas e iranianas estão previstas para ocorrer na Suíça.
- Aliados europeus expressaram preocupações sobre a condução das tratativas diplomáticas pela equipe americana.
O presidente Donald Trump intensificou sua atuação diplomática no Oriente Médio ao criticar a postura militar de Israel no Líbano e defender um novo memorando de 14 pontos firmado com o Irã. Durante a cúpula do G7 na França, Trump manifestou desaprovação quanto aos ataques israelenses, alegando que a intensidade das operações causa excessivas mortes de civis. O presidente sugeriu que a Síria teria maior capacidade estratégica para desarmar o Hezbollah, sinalizando uma possível mudança na política externa dos EUA. Em resposta, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as tropas israelenses não se retirarão do sul do Líbano, mantendo a postura militar apesar da pressão americana.
Paralelamente, o anúncio de um acordo de paz com o Irã, a ser formalizado em Genebra, gerou insatisfação em Israel. O Hezbollah, por sua vez, condicionou o avanço das negociações nucleares entre Teerã e Washington à retirada das forças israelenses do território libanês. Enquanto negociações técnicas estão agendadas para ocorrer na Suíça, a estratégia de Trump enfrenta ceticismo de aliados europeus, que questionam a viabilidade das tratativas. O posicionamento reflete uma tentativa da administração de reconfigurar a influência regional, equilibrando a pressão sobre aliados e a busca por acordos de não proliferação em um cenário de crescentes tensões.
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