PF investiga fraudes e uso de informação privilegiada no Banco Master
Polícia Federal apura se gestores anteciparam vendas de ativos e usaram laranjas para burlar regras do FGC antes da liquidação do Banco Master.
Pontos principais
- Investigação apura se agentes do mercado tinham conhecimento da insolvência do banco 18 meses antes da liquidação.
- Suspeita de uso de CPFs de terceiros para garantir cobertura do FGC em aplicações abaixo de R$ 250 mil.
- Ação é desdobramento da Operação Compliance Zero, baseada em dados apreendidos com Daniel Vorcaro.
- Justiça das Bahamas já reconheceu a liquidação da instituição financeira.
A Polícia Federal iniciou uma investigação para apurar irregularidades financeiras ocorridas antes da liquidação do Banco Master. A apuração, que integra a Operação Compliance Zero, foca na suspeita de que gestores e administradores de fundos teriam utilizado informações privilegiadas para vender ativos antecipadamente, cientes da crise de insolvência da instituição cerca de um ano e meio antes do fechamento oficial. Além disso, os investigadores analisam indícios de fraudes contra o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), onde CPFs de terceiros teriam sido utilizados para fracionar aplicações e garantir a cobertura de R$ 250 mil por conta. O caso, que já conta com o reconhecimento da liquidação pela Justiça das Bahamas, segue sob análise detalhada das autoridades brasileiras a partir de dados apreendidos com Daniel Vorcaro, buscando identificar a extensão das manobras ilícitas no mercado.
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