Dólar recua a R$ 5,05 com expectativa de paz entre EUA e Irã
O dólar opera em baixa e o ouro registra leve alta com o otimismo sobre o acordo de paz entre EUA e Irã e a expectativa por decisões de juros.
Pontos principais
- O dólar à vista recua 0,17%, a R$ 5,059, enquanto o ouro fechou em alta de 0,06%, cotado a US$ 4.354,40 por onça-troy.
- EUA e Irã avançam em negociações para encerrar o conflito, com o presidente Donald Trump sinalizando progressos no programa nuclear iraniano.
- O mercado aguarda as decisões de política monetária do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos EUA, previstas para esta quarta-feira.
- Dados do varejo brasileiro recuaram 1,5% em abril, pressionando a Bolsa local, enquanto a normalização no Estreito de Ormuz favorece o mercado global.
- Analistas do Barclays e Julius Baer indicam que a redução da pressão nos preços da energia pode favorecer a demanda por metais preciosos.
- O tráfego de embarcações foi retomado no Estreito de Ormuz, sinalizando um alívio nas tensões regionais.
O mercado financeiro global opera com reações mistas nesta terça-feira, influenciado pelo otimismo com o possível acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. A redução das tensões geopolíticas, marcada pela sinalização de avanços nas negociações pelo presidente Donald Trump e pela normalização do tráfego no Estreito de Ormuz, impulsionou o preço do ouro, que fechou em leve alta de 0,06% na Comex. Paralelamente, o dólar recuou para R$ 5,05, refletindo um maior apetite por risco no cenário internacional, embora a Bolsa brasileira tenha iniciado o pregão em queda acentuada.
O cenário doméstico impõe cautela aos investidores, que monitoram a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e avaliam o impacto negativo dos dados do varejo de abril, que apresentaram queda de 1,5%. O Banco Central brasileiro segue monitorando o câmbio, tendo realizado leilão de 60 mil contratos de swap cambial para rolagem. A atenção dos mercados agora se volta para as decisões de política monetária do Copom e do Federal Reserve, ambas esperadas para esta quarta-feira. Analistas do Barclays e Julius Baer apontam que a redução das pressões inflacionárias, especialmente via preços de energia, pode favorecer a estabilidade de ativos como o metal precioso no curto prazo.
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