Juiz nega pedido da Meta para encerrar processo sobre uso de vídeos em IA
Justiça dos EUA permite que ação contra Meta por uso de vídeos de produtoras adultas no treinamento de modelos de IA siga para julgamento.
Pontos principais
- A Meta tentou arquivar o processo movido pela Strike 3 Holdings e Counterlife Media, mas teve o pedido negado por um juiz federal.
- As empresas autoras alegam que a Meta utilizou seus vídeos, obtidos via torrent, para treinar sistemas de inteligência artificial.
- A decisão judicial permite que o caso prossiga sem a necessidade imediata de provar o uso específico de cada filme no treinamento dos modelos.
- O litígio reflete as crescentes disputas legais sobre direitos autorais envolvendo o desenvolvimento de tecnologias de IA por big techs.
Um juiz federal dos Estados Unidos negou o pedido da Meta para arquivar uma ação judicial movida pela Strike 3 Holdings e pela Counterlife Media. As produtoras de conteúdo adulto acusam a gigante de tecnologia de utilizar seus vídeos, obtidos por meio de torrents, para treinar seus modelos de inteligência artificial sem a devida autorização ou compensação. Com a decisão, o processo seguirá para as próximas etapas, permitindo que as autoras avancem com as alegações sem a obrigação imediata de demonstrar o uso específico de cada obra no treinamento dos algoritmos.
Este caso sublinha a crescente tensão jurídica entre criadores de conteúdo e empresas de tecnologia no que diz respeito ao uso de dados protegidos por direitos autorais para o desenvolvimento de IA. A disputa é vista como um precedente importante para futuras ações judiciais que questionam a legalidade das fontes de dados utilizadas por grandes modelos de linguagem e sistemas generativos.
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