Estudo da Unirio aponta risco de microplásticos em mexilhões
Pesquisa revela que mexilhões ingerem microplásticos, que permanecem nos tecidos mesmo após o cozimento, oferecendo riscos à saúde humana.
Pontos principais
- O mexilhão marrom não diferencia microalgas de partículas de microplásticos durante a filtração da água.
- A taxa de consumo de plástico pelos moluscos é comparável à de seus alimentos naturais.
- O cozimento dos moluscos não elimina a contaminação por microplásticos.
- Especialistas alertam para o acúmulo de contaminantes químicos nos tecidos dos animais.
- O estudo reforça a urgência de políticas públicas para reduzir o descarte de plásticos nos oceanos.
Um estudo conduzido por pesquisadores da Unirio demonstrou que o mexilhão marrom consome microplásticos de forma indiscriminada ao filtrar a água do mar. O experimento constatou que os moluscos ingerem essas partículas em taxas semelhantes às de seus alimentos naturais, o que levanta preocupações sobre a segurança alimentar. Um ponto crítico da pesquisa é que a contaminação persiste mesmo após o cozimento, tornando o consumo desses animais um potencial vetor de ingestão de microplásticos e contaminantes químicos por humanos. Diante desse cenário, os especialistas enfatizam a necessidade de monitoramento rigoroso das áreas de maricultura e a implementação de políticas públicas mais eficazes para conter o descarte de resíduos plásticos nos oceanos, visando mitigar os riscos à saúde pública e preservar a integridade dos ecossistemas marinhos.
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