Pesquisadores alertam que o aquecimento global está intensificando a conversão de mercúrio em metilmercúrio nos oceanos, uma forma mais tóxica que se acumula na cadeia alimentar marinha e representa um risco crescente para a saúde humana. Atualmente, estima-se que cerca de 230 mil toneladas de mercúrio já estejam nos oceanos, onde podem permanecer por aproximadamente 300 anos. Embora existam fontes naturais, a maior parte do mercúrio nos oceanos provém de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, mineração, indústria e desmatamento.
Os dados foram apresentados por Lars-Eric Heimburger-Boavida, do CNRS, e Carlos Eduardo de Rezende, da UENF, durante a Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Eles enfatizaram que, apesar de iniciativas como a Convenção de Minamata visarem reduzir a exposição ao mercúrio, a diminuição das emissões é fundamental. Temperaturas oceânicas mais elevadas favorecem a produção de metilmercúrio por bactérias, agravando o problema da poluição global por mercúrio, que também é influenciada pela matéria orgânica e alterações no uso do solo.
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