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Dólar oscila e fecha a R$ 5,06 com cautela antes de decisões de juros

O dólar encerrou o dia em leve alta, refletindo a cautela dos investidores antes das decisões de juros do Copom e do Federal Reserve, apesar do otimismo com o acordo entre EUA e Irã.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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15/06 às 09:45 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • O dólar fechou o pregão desta segunda-feira (15) cotado a R$ 5,06, uma alta de 0,12%.
  • O acordo de paz entre EUA e Irã mantém a pressão de baixa sobre o petróleo e reduz a busca por ativos de segurança.
  • O índice DXY recuou 0,22%, atingindo 99,54 pontos, o menor nível desde 5 de junho.
  • A reabertura do Estreito de Hormuz, confirmada por Donald Trump, estabiliza a oferta global de energia.
  • O mercado brasileiro apresenta desempenho inferior a outros emergentes devido à percepção de risco local.
  • Investidores aguardam as decisões de política monetária do Copom e do Federal Reserve nesta semana.
  • A assinatura oficial do acordo de paz entre Washington e Teerã está prevista para a próxima sexta-feira (19).

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (15) com leve valorização, cotado a R$ 5,06, em um movimento de ajuste após a abertura em queda. Embora o otimismo global com o acordo de paz entre os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, e o Irã tenha inicialmente pressionado a moeda para baixo, a cautela prevaleceu ao longo do dia. O pacto, que prevê a reabertura do Estreito de Hormuz, continua a exercer pressão de baixa sobre os preços do petróleo e a reduzir a busca por proteção na moeda americana, mas o foco dos investidores migrou para as decisões de política monetária que serão tomadas nesta semana pelo Copom e pelo Federal Reserve.

Especialistas observam que, apesar do alívio geopolítico, o mercado brasileiro tem apresentado um desempenho inferior em comparação a outros países emergentes, refletindo uma percepção de risco local mais elevada. O viés de curto prazo para a cotação do dólar permanece condicionado tanto à manutenção das negociações de paz entre Washington e Teerã, cuja assinatura oficial está agendada para a próxima sexta-feira (19), quanto à trajetória dos juros reais no Brasil. O mercado mantém um posicionamento cauteloso, aguardando as sinalizações das autoridades monetárias sobre o futuro das taxas de juros.

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