Trump anuncia assinatura de acordo com o Irã para este domingo
EUA e Irã devem assinar um acordo de paz neste domingo para garantir a abertura do Estreito de Ormuz e conter o programa nuclear, apesar de divergências iranianas sobre o cronograma.
Pontos principais
- O acordo será formalizado virtualmente neste domingo, com mediação do Paquistão, Catar, Egito e Turquia.
- O pacto estabelece um cessar-fogo de 60 dias e a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
- Autoridades iranianas expressaram discordância em relação ao cronograma proposto por Washington para a assinatura.
- O primeiro-ministro do Paquistão, mediador principal, afirmou que o acordo está mais próximo de ser finalizado.
- A equipe de negociação dos EUA foi liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, com ameaça de uso de força militar por Trump em caso de falha.
- Trump criticou o JCPOA de 2015 e apresentou o novo pacto como barreira contra armas nucleares.
- Líderes mundiais discutirão os desdobramentos do acordo durante a cúpula do G7 na França na próxima semana.
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos e o Irã devem firmar um acordo neste domingo para encerrar o conflito na região, marcando uma mudança significativa na geopolítica do Oriente Médio. A assinatura ocorrerá de forma eletrônica com mediação de potências regionais, incluindo o Paquistão, cujo primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, confirmou que as partes estão mais próximas do que nunca de finalizar os termos. O pacto prevê um cessar-fogo de 60 dias, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e medidas para impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Em declarações na rede social Truth Social, Trump criticou o Plano de Ação Conjunto Abrangente (JCPOA) de 2015, classificando-o como ineficaz frente aos novos objetivos de segurança de sua administração.
Apesar do otimismo da Casa Branca, o governo iraniano manifesta cautela e discordância quanto ao cronograma proposto para a assinatura. Relatos apontam que ainda existem divergências entre as partes sobre questões fundamentais, como a manutenção de sanções econômicas e a presença militar no Golfo Pérsico, cenário que se intensificou após recentes trocas de ataques. Trump reforçou que, embora deseje trabalhar pela estabilidade, mantém a ameaça de utilizar força militar caso os termos não sejam cumpridos integralmente.
O tema, que representa um dos maiores desafios diplomáticos da atual gestão, será um dos pontos centrais de discussão entre os líderes mundiais durante a próxima cúpula do G7, na França. A mediação internacional, que envolve também Catar, Egito e Turquia, tenta contornar os impasses de última hora para garantir que o compromisso de paz seja efetivado conforme o planejado pela administração americana.
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