O alívio nas tensões geopolíticas reduziu o preço do petróleo, impactando positivamente a curva de juros brasileira.
Os juros futuros no Brasil registraram recuo ao final da semana, impulsionados pela expectativa de um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã. A sinalização de um memorando de entendimento entre as nações reduziu a pressão sobre os preços do petróleo, o que gerou um alívio nas curvas de juros globais e locais. Apesar do otimismo externo, o mercado interno permanece cauteloso diante da inflação persistente, evidenciada pelo IPCA de maio, que subiu 0,58% e superou as projeções dos analistas. Essa pressão inflacionária, somada às incertezas sobre o cenário fiscal brasileiro, mantém o Banco Central em uma posição delicada. Atualmente, o mercado está dividido sobre a próxima decisão do Copom, com a probabilidade de um corte de 0,25 p.p. na taxa Selic subindo para 60%, enquanto a manutenção dos juros em 14,50% é esperada por 40% dos agentes financeiros.
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