Estudo indica que árvores absorvem menos carbono do que se pensava
Pesquisa revela que fotossíntese nem sempre resulta em crescimento de madeira, desafiando modelos climáticos sobre o sequestro de carbono.
Pontos principais
- Pesquisadores analisaram 137 locais nos Estados Unidos para avaliar o ciclo de carbono.
- Árvores interrompem o crescimento da madeira meses antes do fim da fotossíntese.
- A descoberta questiona a correlação direta entre fotossíntese e armazenamento de carbono.
- A capacidade das florestas em mitigar o aquecimento global pode ser menor do que o previsto.
Um novo estudo científico realizado nos Estados Unidos aponta que a capacidade das florestas em atuar como sumidouros de carbono pode estar superestimada. Ao analisar 137 locais, pesquisadores observaram que as árvores cessam o crescimento de sua estrutura de madeira meses antes de encerrarem o processo de fotossíntese. Esse descompasso indica que o carbono absorvido durante o período final da fotossíntese não é convertido em biomassa sólida, contrariando modelos climáticos que assumem uma correlação direta entre esses dois fatores. A descoberta é relevante pois sugere que o papel das florestas na mitigação do aquecimento global é menos eficaz do que se acreditava anteriormente. Com essa nova evidência, especialistas alertam para a necessidade de revisar as projeções sobre o impacto ambiental das florestas no combate às mudanças climáticas, uma vez que o armazenamento de carbono na madeira é um componente central para a estabilidade do clima global.
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