Estudo aponta que o aumento de incêndios desde 2015 comprometeu décadas de redução nos níveis de ozônio e impactou a saúde pública americana.
Um estudo recente publicado na revista Science revela que a crescente incidência de incêndios florestais na América do Norte tem neutralizado décadas de progresso na melhoria da qualidade do ar nos Estados Unidos. A pesquisa demonstra que a fumaça liberada por esses eventos intensificou a formação de ozônio ao nível do solo, um poluente perigoso resultante da interação entre emissões industriais, veiculares e a luz solar. O impacto ambiental e sanitário é mais severo do que as estimativas anteriores sugeriam, sendo diretamente associado a um aumento significativo no número de mortes prematuras no país. Este cenário impõe um desafio crítico para as políticas ambientais, uma vez que a eficácia das medidas tradicionais de controle de emissões tem sido comprometida pela frequência e pela escala dos incêndios florestais observados desde 2015.
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