Um estudo de 22 anos conduzido em Querência, Mato Grosso, na Amazônia, refutou a teoria da savanização, que previa a substituição da floresta por vegetação de savana. A pesquisa demonstrou a alta resiliência da floresta amazônica, com áreas afetadas por fogo e seca sendo retomadas pelas mesmas espécies florestais. Leandro Maracahipes, pesquisador da Universidade de Yale, destacou que a interrupção dos incêndios e a proximidade de florestas preservadas são fatores cruciais para essa recuperação.
Embora a biodiversidade inicial tenha sofrido um empobrecimento de até 46,2% nas áreas queimadas, a capacidade de regeneração da floresta é notável. Contudo, a floresta regenerada apresenta maior vulnerabilidade, com espécies de casca fina e baixa densidade de madeira, e ainda não oferece os mesmos serviços ecossistêmicos da floresta original. A região, antes conhecida como Arco do Desmatamento, agora é vista como Arco da Restauração, indicando o potencial de recuperação da floresta amazônica.
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