Tratado estabelece diretrizes de proteção para 435 milhões de profissionais da gig economy em todo o mundo.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aprovou, durante sua 114ª conferência em Genebra, o primeiro tratado global voltado a garantir direitos fundamentais para 435 milhões de trabalhadores de plataformas digitais. A medida busca combater a precarização na gig economy, estabelecendo normas para a liberdade de associação, negociação coletiva e a erradicação do trabalho infantil e forçado. O documento destaca preocupações com o controle algorítmico, que frequentemente dita de forma unilateral a remuneração, a jornada e o desligamento dos profissionais. A implementação do acordo gerou debates, com nações como Estados Unidos, Índia e Bangladesh defendendo maior flexibilidade nas normas. O objetivo desses países é evitar que regulações rígidas prejudiquem o desenvolvimento econômico e a inovação das empresas de tecnologia, equilibrando a proteção social com a dinâmica do mercado digital.
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