Ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol é condenado a 30 anos
Tribunal confirma que Yoon Suk-yeol usou drones para forjar pretexto de guerra e implementar lei marcial, somando a pena à prisão perpétua já existente.
Pontos principais
- A sentença de 30 anos foi proferida pela Corte Distrital Central de Seul por abuso de poder e auxílio ao adversário.
- O tribunal concluiu que voos de drones sobre Pyongyang em outubro de 2024 visavam inflamar tensões para justificar a lei marcial.
- Yoon já cumpre pena de prisão perpétua desde fevereiro de 2025 por insurreição.
- A defesa do ex-presidente nega as acusações, alegando que a operação foi uma resposta aos balões de lixo enviados pelo Norte, e anunciou que irá recorrer.
- O ex-líder foi destituído após impeachment e está detido desde julho de 2025, sendo sucedido por Lee Jae Myung.
- O ex-ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, também foi condenado por seu envolvimento no planejamento da incursão aérea.
O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, recebeu uma nova sentença de 30 anos de prisão nesta sexta-feira. A Corte Distrital Central de Seul concluiu que Yoon, em conjunto com seu ex-ministro da Defesa, Kim Yong Hyun, orquestrou voos de drones militares sobre a capital norte-coreana, Pyongyang, em outubro de 2024, com o objetivo deliberado de elevar as tensões na península. Essa manobra foi utilizada como pretexto estratégico para justificar a decretação de lei marcial, evidenciando uma tentativa de manipulação política para contornar as instituições democráticas. Embora a defesa tenha argumentado que as incursões aéreas foram uma resposta aos balões de lixo enviados pelo regime norte-coreano, os magistrados entenderam que houve abuso de poder e auxílio ao adversário para consolidar um governo autoritário.
Esta condenação é somada à pena de prisão perpétua que Yoon já cumpre desde fevereiro deste ano por atos de insurreição, consolidando um cenário de severas consequências legais por suas ações durante o período de instabilidade governamental. O ex-líder, que foi destituído do cargo após o processo de impeachment e sucedido pelo presidente Lee Jae Myung, permanece sob custódia desde julho de 2025. A defesa do ex-mandatário informou que pretende recorrer da nova decisão judicial, mantendo a tese de que as ações foram medidas defensivas legítimas diante das provocações do Norte.
O veredito reforça a posição do Judiciário sul-coreano em relação à tentativa fracassada de lei marcial, vista como um ponto de inflexão na história política recente da nação. A decisão judicial intensifica o escrutínio sobre as ações do governo durante 2024, marcando um capítulo definitivo na responsabilização do ex-mandatário por suas manobras para desestabilizar a ordem democrática. A condenação por orquestrar a incursão com drones consolida a gravidade das acusações enfrentadas por Yoon, que agora enfrenta um longo período de encarceramento cumulativo por múltiplos crimes contra o Estado.
Comentários
Carregando comentários...
