Visão geral
As relações entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul são marcadas por uma complexa história de conflito, divisão e tentativas intermitentes de diálogo. Desde a Guerra da Coreia (1950-1953), os dois países permanecem tecnicamente em estado de guerra, separados por uma Zona Desmilitarizada (DMZ). A questão do programa nuclear norte-coreano é um ponto central de tensão, com a Coreia do Sul buscando a desnuclearização e a Coreia do Norte defendendo seu arsenal como medida de segurança. Esforços diplomáticos, muitas vezes envolvendo potências externas como a Rússia, são feitos para tentar reabrir o diálogo e buscar a paz na Península Coreana, embora incidentes como alegadas invasões de drones continuem a aumentar as tensões. O Pentágono dos EUA prevê um papel mais limitado na dissuasão da Coreia do Norte, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade principal, o que pode levar a uma redução das forças americanas na península.
Contexto e histórico
A Península Coreana foi dividida após a Segunda Guerra Mundial, levando à formação de dois estados distintos com ideologias opostas: a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte), apoiada pela União Soviética e China, e a República da Coreia (Coreia do Sul), apoiada pelos Estados Unidos. A Guerra da Coreia, que durou de 1950 a 1953, resultou em um armistício, não em um tratado de paz, deixando as duas Coreias em um estado de cessar-fogo prolongado. Desde então, as relações têm sido caracterizadas por períodos de alta tensão, provocações militares e tentativas esporádicas de reconciliação e cooperação, frequentemente frustradas pelas ambições nucleares da Coreia do Norte e por incidentes que elevam a animosidade mútua. A Coreia do Sul tem aumentado suas capacidades de defesa e busca assumir o comando em tempo de guerra das forças combinadas com os EUA, enquanto os EUA buscam uma postura de força mais flexível na península.
Linha do tempo
- Agosto de 2024: Relações diplomáticas entre Rússia e Coreia do Sul estremecem após relatos de reforço de tropas norte-coreanas para a guerra na Ucrânia.
- Setembro de 2024: Chanceleres da Rússia e Coreia do Sul têm encontro informal à margem da Assembleia Geral da ONU.
- 10 de dezembro de 2025: Kim Jong-un faz discurso sobre o programa nuclear norte-coreano.
- Dezembro de 2025: Representantes diplomáticos da Coreia do Sul e Rússia realizam reunião secreta em Moscou para discutir o programa nuclear norte-coreano e a reabertura do diálogo entre Seul e Pyongyang para 2026.
- 4 de janeiro de 2026: A mídia estatal norte-coreana KCNA alega que um drone sul-coreano invadiu o espaço aéreo da Coreia do Norte, violando sua soberania.
- 11 de janeiro de 2026: Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, solicita uma investigação sobre uma alegada invasão aérea de drones sul-coreanos no espaço aéreo norte-coreano. Seul declara que investigará minuciosamente o incidente, incluindo a possibilidade de um civil ter operado os drones.
- 24 de janeiro de 2026: O Pentágono dos EUA divulga um documento de política prevendo um papel “mais limitado” na dissuasão da Coreia do Norte, com a Coreia do Sul assumindo a responsabilidade principal, e sinalizando o desejo de tornar as forças dos EUA na Coreia do Sul mais flexíveis para operar fora da península.
Principais atores
- Coreia do Norte: Liderada por Kim Jong-un, busca a expansão de seu programa nuclear e militar. Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, desempenha um papel ativo em declarações e solicitações diplomáticas.
- Coreia do Sul: Liderada pelo presidente Lee Jae-myung, busca retomar o diálogo com a Coreia do Norte e amenizar as tensões. Aumentou seu orçamento de defesa em 7,5% e hospeda cerca de 28.500 soldados norte-americanos. Busca assumir a responsabilidade principal pela dissuasão da Coreia do Norte.
- Rússia: Aliada da Coreia do Norte, tem sido procurada pela Coreia do Sul para mediar o diálogo e influenciar Pyongyang em relação ao seu programa nuclear. Representada por Oleg Burmistrov, embaixador especial para a segurança nacional do extremo oriente russo.
- Estados Unidos: Principal aliado da Coreia do Sul, desempenha um papel significativo na segurança regional. O Pentágono prevê um papel “mais limitado” na dissuasão da Coreia do Norte, com foco na defesa da pátria e em garantir que a China não domine a região do Indo-Pacífico. Elbridge Colby é uma autoridade graduada do Pentágono.
- China: Aliada histórica da Coreia do Norte, é um ator crucial nas dinâmicas da península. O Pentágono busca uma paz favorável aos EUA, mas que a China também possa aceitar.
Termos importantes
- Programa nuclear norte-coreano: Desenvolvimento de armas nucleares pela Coreia do Norte, visto como uma ameaça à segurança regional e global.
- Desnuclearização: O objetivo de eliminar as armas nucleares da Península Coreana, defendido pela Coreia do Sul e pela comunidade internacional.
- Guerra da Coreia (1950-1953): Conflito que dividiu a península e estabeleceu o estado de cessar-fogo atual.
- Zona Desmilitarizada (DMZ): Faixa de terra que serve como fronteira entre as duas Coreias, uma das fronteiras mais militarizadas do mundo.
- Yonhap: Agência de notícias sul-coreana que frequentemente reporta sobre questões intercoreanas e diplomáticas.
- Estratégia de Defesa Nacional: Documento de política do Pentágono que orienta suas ações e prioridades, incluindo a postura das forças dos EUA na Península Coreana.
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