O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição e pediu desculpas pelas "dificuldades" causadas.
O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol foi condenado à prisão perpétua por liderar uma insurreição e tentativa de golpe, decorrente da imposição de lei marcial em 3 de dezembro de 2024. A condenação, que incluiu a mobilização de forças militares e policiais para cercar a Assembleia Nacional, foi seguida por um pedido de desculpas de Yoon um dia depois, no qual ele expressou pesar pelas "dificuldades" causadas por seu decreto.
A promotoria havia solicitado a pena de morte, argumentando que o ex-presidente não demonstrou remorso por ações que ameaçaram a ordem constitucional e a democracia do país. No entanto, a execução é improvável, visto que a Coreia do Sul mantém uma moratória não oficial sobre execuções desde 1997. Yoon, que está preso desde julho de 2025, alega que a declaração da lei marcial foi um exercício legal de sua autoridade presidencial para proteger a nação. A defesa do ex-presidente já anunciou que irá recorrer da decisão, afirmando que a sentença "apenas confirmou um roteiro pré-escrito".
Além da condenação à prisão perpétua, Yoon já havia sido sentenciado em janeiro a cinco anos de prisão por crimes relacionados à obstrução da justiça. O juiz Baek Dae-hyun destacou a "culpabilidade extremamente grave" de Yoon por desrespeitar a Constituição. Ex-oficiais militares e policiais, incluindo o ex-ministro da Defesa Kim Yong Hyun, também foram condenados em conexão com o caso, com Kim recebendo uma pena de 30 anos de prisão.
G1 Mundo • 20 fev, 02:03
InfoMoney • 19 fev, 07:48
G1 Mundo • 19 fev, 03:54