Aneel projeta aumento médio de 8,6% nas tarifas de energia para 2026
O reajuste supera a inflação oficial e é pressionado pelo fim de créditos tributários, com medidas para mitigar o impacto em consumidores específicos.
Pontos principais
- A projeção de aumento médio de 8,6% está acima da estimativa do IPCA de 4,98% para o ano.
- A alta é impulsionada pela inflação e pela redução de créditos tributários de PIS/Cofins.
- A Aneel aprovou a distribuição de R$ 5,53 bilhões de dívidas de hidrelétricas para atenuar o reajuste.
- Consumidores de baixa tensão devem ter reajustes próximos a 4,51% devido às medidas de compensação.
- O benefício da repactuação de dívidas foca em áreas da Sudam, Sudene e partes de MG, MT e ES.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que as tarifas de energia elétrica sofrerão um reajuste médio de 8,6% em 2026. O índice supera a previsão do IPCA, fixada em 4,98%, sendo pressionado principalmente pela inflação e pelo encerramento de créditos tributários de PIS/Cofins. Para conter o impacto direto aos consumidores, a agência aprovou a distribuição de R$ 5,53 bilhões provenientes da repactuação de dívidas de geradoras hidrelétricas. Essa medida visa equilibrar os custos, permitindo que consumidores de baixa tensão enfrentem um reajuste menor, próximo de 4,51%. O alívio financeiro beneficiará especialmente áreas sob jurisdição da Sudam e Sudene, além de regiões específicas em Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo, buscando mitigar a pressão sobre o orçamento das famílias diante do cenário de alta nos custos do setor elétrico.
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