A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima um aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica para os consumidores brasileiros em 2026, com a arrecadação de recursos do Uso do Bem Público (UBP) podendo mitigar parte desse impacto.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta um aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica para os consumidores brasileiros em 2026. Este percentual é o dobro da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os encargos setoriais, notadamente a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), são apontados como o principal fator de pressão, com um orçamento proposto de R$ 52,7 bilhões para o próximo ano. A parcela da CDE custeada diretamente pelos consumidores (CDE-Uso) prevê um aumento de 15,4% em relação a 2025, contribuindo com 4,6% para o reajuste tarifário.
Outros fatores que contribuem para a elevação incluem custos de transmissão, compra de energia e receitas irrecuperáveis devido à inadimplência. No entanto, a repactuação de parcelas do Uso do Bem Público (UBP) pode injetar R$ 7,87 bilhões, conforme determinado pela Lei nº 15.235/2025. Esses recursos, destinados aos consumidores das regiões Norte e Nordeste, podem gerar uma redução média de 10,6% nas tarifas para consumidores residenciais das áreas da Sudam/Sudene, impactando o cálculo nacional em até 2,9 pontos percentuais.
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