Líderes religiosos e governo debatem combate ao racismo religioso
Debate na Câmara dos Deputados busca ampliar proteção a terreiros após registro de 2,7 mil denúncias de intolerância religiosa no último ano.
Pontos principais
- O Disque 100 contabilizou 2,7 mil denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e 2026.
- Pesquisa aponta que 76% dos líderes de matriz africana relataram casos de racismo contra seus espaços.
- Orçamento federal para políticas voltadas a povos de matriz africana subiu de R$ 2,5 milhões em 2023 para R$ 115 milhões em 2025/2026.
- Líderes reivindicam que o Incra reconheça terreiros como unidades territoriais tradicionais.
Líderes religiosos de matriz africana e gestores públicos reuniram-se na Câmara dos Deputados para discutir o aumento do racismo religioso no Brasil. O cenário é preocupante, com 2,7 mil denúncias registradas pelo Disque 100 no último ano e relatos de hostilidade em 76% dos terreiros pesquisados. A deputada Erika Hilton enfatizou a urgência de políticas para conter a depredação e a perseguição sistemática contra esses espaços. Em resposta, o governo federal ampliou significativamente o orçamento para a proteção de comunidades tradicionais, saltando de R$ 2,5 milhões em 2023 para R$ 115 milhões no biênio 2025/2026. Além do aporte financeiro, o movimento busca o reconhecimento oficial dos terreiros pelo Incra como unidades territoriais. Um seminário está agendado para o final de junho para tratar o racismo religioso como uma violação direta aos direitos humanos, buscando fortalecer a segurança jurídica e física dessas comunidades.
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