Teerã bombardeia Bahrein, Kuwait e Jordânia em retaliação a ataques dos EUA, elevando a tensão regional e o risco de conflito em larga escala.
A escalada militar entre Estados Unidos e Irã atingiu um nível crítico após o regime iraniano expandir suas retaliações para além das forças americanas, atingindo países aliados dos EUA no Oriente Médio. Após três dias de bombardeios americanos contra radares e sistemas de drones iranianos, Teerã respondeu com ataques contra o Bahrein, Kuwait e Jordânia. Em decorrência da ofensiva, o Kuwait anunciou o fechamento de seu espaço aéreo, enquanto as autoridades de segurança da Jordânia e do Bahrein monitoram os danos causados pelos disparos. O presidente Donald Trump, que ordenou a operação sob a justificativa de autodefesa, tem exigido avanços nas negociações de paz, que seguem estagnadas diante da postura de resistência de Teerã.
O cenário regional deteriorou-se rapidamente com a declaração iraniana de que o cessar-fogo, estabelecido há dois meses, tornou-se sem sentido. Além dos ataques aéreos, o Irã mantém o fechamento do Estreito de Ormuz, uma artéria estratégica para o comércio global de energia, o que gera preocupações sobre o impacto nos preços do petróleo. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as ações americanas como violações criminosas e reiterou que não cederá a pressões militares. A situação coloca a região em alerta máximo, com a comunidade internacional observando o risco de uma conflagração de larga escala caso as vias diplomáticas não sejam retomadas.
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