Pesquisa revela que filhos de mulheres nigerianas em São Paulo têm risco de mortalidade duas vezes maior do que os de brasileiras.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) revelou uma disparidade preocupante nos indicadores de saúde neonatal na capital paulista. O levantamento aponta que filhos de mulheres nigerianas enfrentam um risco de mortalidade duas vezes maior em comparação aos filhos de brasileiras. Os dados indicam que a origem nacional atua como um fator determinante nos desfechos de saúde, evidenciando que a população imigrante enfrenta obstáculos estruturais significativos ao tentar acessar serviços de assistência médica e suporte social. A relevância do estudo reside na exposição de vulnerabilidades que impedem a equidade no atendimento básico. Diante desse cenário, os autores do levantamento reforçam a necessidade urgente de políticas públicas voltadas à integração e ao acolhimento de imigrantes, visando reduzir as desigualdades no acesso à saúde e mitigar os riscos evitáveis durante o período neonatal.
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