O país busca equilibrar a disputa geopolítica entre EUA e China ao fomentar sua indústria de minerais estratégicos e processamento local.
O Brasil emergiu como um ponto central na disputa geopolítica por terras raras, minerais essenciais para a tecnologia moderna e transição energética. Com a segunda maior reserva do mundo, o país atrai o interesse de potências ocidentais que buscam diversificar suas fontes de suprimento e reduzir a dependência do processamento chinês, que atualmente domina cerca de 90% do mercado global. Simultaneamente, a China mantém investimentos expressivos no setor, incluindo aportes de montadoras como a BYD. Em resposta a esse cenário, o governo brasileiro adota uma postura de neutralidade estratégica, permitindo a entrada de capital de diversas origens. O objetivo central é ir além da exportação de matéria-prima, incentivando a instalação de plantas de processamento e a fabricação de ímãs em território nacional para agregar valor à indústria local e fortalecer a economia.
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