País quer ampliar valor agregado de suas reservas minerais para reduzir a dependência global do domínio chinês no setor estratégico.
O Brasil está se posicionando estrategicamente para desafiar o domínio chinês no mercado global de terras raras. Com a segunda maior reserva do mundo, o país busca avançar na cadeia de valor, deixando de atuar apenas como exportador de minério bruto para investir no processamento industrial. Esse movimento é considerado vital para a transição energética e a indústria de alta tecnologia, setores que dependem fortemente desses insumos críticos. A estratégia brasileira ocorre em um momento de intensa disputa comercial entre Washington e Pequim, mas o governo mantém uma política de não alinhamento. Ao fortalecer sua capacidade de processamento, o Brasil pretende se tornar um fornecedor global relevante, oferecendo uma alternativa ao monopólio chinês sem, contudo, romper laços diplomáticos ou comerciais com as duas potências.
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