O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, encontra-se em uma posição estratégica na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China por esses minerais críticos. As terras raras são fundamentais para tecnologias avançadas, como eletrônicos e veículos elétricos, e para a transição energética global, sendo consideradas o "petróleo do século XXI". Atualmente, a China processa cerca de 80% a 90% das terras raras do mundo, gerando uma "escassez política" e dependência para o Ocidente.
Diante desse cenário, os EUA buscam o Brasil como um fornecedor alternativo para diminuir sua dependência da China. O Brasil, por sua vez, almeja agregar valor ao seu minério, desenvolvendo tecnologia de processamento para evitar a exportação de matéria-prima bruta e a importação de produtos finais caros. A agenda bilateral entre Brasil e EUA tem focado na sinergia em tecnologia e mineração, com a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump abordando o acesso dos EUA às terras raras brasileiras. Especialistas alertam que o Brasil deve focar na transferência de tecnologia e industrialização para não ser apenas um exportador de commodities, equilibrando soberania e atratividade econômica.
O Congresso Nacional já aprovou uma Política Nacional para a Exploração de Minerais Críticos, com um fundo de R$ 5 bilhões, para incentivar a industrialização no país, embora o valor seja considerado insuficiente para o desenvolvimento completo da cadeia produtiva, dependendo de investimento externo. O encontro entre os líderes possui um forte simbolismo político, reunindo figuras centrais que retornaram ao poder e representam espectros ideológicos distintos, enfraquecendo a narrativa da oposição brasileira sobre exclusividade nas relações com o círculo trumpista.
Times Brasil • 7 mai, 21:45
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