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Brasil se posiciona em disputa global por terras raras entre EUA e China

Com a segunda maior reserva mundial de terras raras, o Brasil busca desenvolver seu processamento para agregar valor e garantir soberania tecnológica em meio à crescente demanda global.

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Foto: G1 Mundo
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07/05 às 07:03 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O Brasil possui a segunda maior reserva global de terras raras, minerais essenciais para tecnologias avançadas.
  • A China domina cerca de 80% a 90% do processamento mundial de terras raras, criando dependência para outras nações.
  • Os EUA veem o Brasil como fornecedor alternativo para reduzir a dependência chinesa, especialmente para tecnologias de defesa e veículos elétricos.
  • O Brasil busca industrializar o processamento de suas terras raras para evitar a exportação de matéria-prima bruta.
  • Especialistas alertam que o Brasil deve focar na transferência de tecnologia e industrialização nas negociações com os EUA.

O Brasil, detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, encontra-se em uma posição estratégica na disputa geopolítica entre Estados Unidos e China por esses minerais críticos. As terras raras são fundamentais para tecnologias avançadas, como eletrônicos e veículos elétricos, e para a transição energética global, sendo consideradas o "petróleo do século XXI". Atualmente, a China processa cerca de 80% a 90% das terras raras do mundo, gerando uma "escassez política" e dependência para o Ocidente.

Diante desse cenário, os EUA buscam o Brasil como um fornecedor alternativo para diminuir sua dependência da China. O Brasil, por sua vez, almeja agregar valor ao seu minério, desenvolvendo tecnologia de processamento para evitar a exportação de matéria-prima bruta e a importação de produtos finais caros. A agenda bilateral entre Brasil e EUA tem focado na sinergia em tecnologia e mineração, com a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump abordando o acesso dos EUA às terras raras brasileiras. Especialistas alertam que o Brasil deve focar na transferência de tecnologia e industrialização para não ser apenas um exportador de commodities, equilibrando soberania e atratividade econômica.

O Congresso Nacional já aprovou uma Política Nacional para a Exploração de Minerais Críticos, com um fundo de R$ 5 bilhões, para incentivar a industrialização no país, embora o valor seja considerado insuficiente para o desenvolvimento completo da cadeia produtiva, dependendo de investimento externo. O encontro entre os líderes possui um forte simbolismo político, reunindo figuras centrais que retornaram ao poder e representam espectros ideológicos distintos, enfraquecendo a narrativa da oposição brasileira sobre exclusividade nas relações com o círculo trumpista.

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