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Banco Mundial reduz previsão de crescimento global para 2,5% em 2026

Conflitos no Oriente Médio elevam preços de energia e pressionam a economia global, com inflação em 4% e crescimento do PIB brasileiro revisado para 1,9%.

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Foto: InfoMoney
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11/06 às 12:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A projeção de crescimento global para 2026 foi ajustada para 2,5%, o nível mais baixo desde a pandemia.
  • O crescimento do PIB brasileiro em 2026 foi revisado de 2% para 1,9%, com estimativa de 2% para 2027.
  • A inflação global é projetada em 4%, impulsionada pela alta nos preços de energia e insumos estratégicos.
  • O preço médio do barril de petróleo Brent é estimado em US$ 94 para 2026, um aumento de 36% em relação a 2025.
  • A projeção de crescimento para a América Latina e Caribe em 2026 caiu de 2,3% para 2,2%.
  • Em um cenário de estresse extremo por interrupções no fornecimento de energia, o crescimento global pode cair para 1,3%.
  • Economias em desenvolvimento enfrentam risco de uma 'década perdida' devido à estagnação da renda per capita.

O Banco Mundial revisou para baixo a previsão de crescimento da economia global para 2026, fixando-a em 2,5%, o patamar mais baixo desde o período da pandemia de Covid-19. A instituição aponta que o conflito no Oriente Médio tem sido o principal vetor de instabilidade, pressionando os preços da energia e mantendo a inflação global em 4%. A estimativa para o petróleo Brent subiu para uma média de US$ 94 por barril, um salto de 36% comparado ao ano anterior. Esse cenário de incerteza, que força a manutenção de taxas de juros mais altas globalmente, impacta severamente as economias em desenvolvimento, incluindo o Brasil, cuja projeção de crescimento para 2026 foi ajustada de 2% para 1,9%, com a estimativa para 2027 reduzida de 2,3% para 2%.

Além da projeção base, o relatório alerta para um cenário de estresse extremo, no qual o crescimento mundial poderia ser reduzido a 1,3% caso ocorram interrupções severas no fornecimento de energia. Embora o Brasil possua certa resiliência devido à exportação de commodities energéticas, a desaceleração do consumo e as pressões inflacionárias globais exigem atenção. A previsão para a América Latina e Caribe também foi cortada, passando de 2,3% para 2,2%. Analistas advertem que a dificuldade das nações em desenvolvimento em reduzir a disparidade de renda per capita, somada a esse ambiente, pode resultar em uma 'década perdida'. Para mitigar os impactos, economistas recomendam a implementação de reformas estruturais para elevar a produtividade e fortalecer a resiliência das economias frente aos choques externos.

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