Preço do ouro atinge menor valor desde novembro de 2025
O ouro acumula três dias de queda, pressionado por dados inflacionários nos EUA e pela escalada militar entre Washington e Teerã.
Pontos principais
- O ouro encerrou o pregão na Comex cotado a US$ 4.133,3 por onça-troy.
- A inflação americana atingiu 4,2% em maio, reforçando expectativas de alta nos juros.
- Novos ataques dos EUA contra o Irã intensificam a volatilidade nos mercados globais.
- A valorização do dólar frente às incertezas geopolíticas reduz o apelo do metal como refúgio.
O mercado de metais preciosos registrou sua terceira sessão consecutiva de desvalorização, com o ouro atingindo o menor patamar desde novembro de 2025. O recuo de 3,6% na Comex é impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos, incluindo a inflação de 4,2% nos EUA em maio, que sugere novas altas nas taxas de juros pelo Federal Reserve até o final de 2026. Esse cenário fortalece o dólar e pressiona ativos que não rendem juros.
Simultaneamente, a escalada das tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã, marcada por novos ataques americanos, tem gerado instabilidade nos mercados globais. Embora o ouro seja tradicionalmente visto como um ativo de refúgio, a força da moeda americana e a quebra de suportes técnicos têm prevalecido, mantendo o metal sob pressão vendedora enquanto investidores monitoram os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
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