O metal recuou 3,6% pressionado por dados inflacionários nos EUA e pela valorização do dólar frente a incertezas geopolíticas.
O mercado de metais preciosos registrou uma queda acentuada nesta sessão, com o ouro atingindo seu menor patamar desde novembro de 2025. O recuo de 3,6% na Comex foi impulsionado por uma combinação de fatores macroeconômicos e geopolíticos. Dados recentes do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos revelaram uma inflação de 4,2% em maio, reforçando a perspectiva de que o Federal Reserve poderá elevar as taxas de juros até o final de 2026, o que fortalece o dólar e reduz o apelo do ouro como reserva de valor. Além do cenário inflacionário, a pressão vendedora foi agravada pela quebra de importantes suportes técnicos e pelo clima de incerteza gerado pelas tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã. Analistas da Phillip Nova e do MUFG destacam que a força da moeda americana tem sido o principal vetor para a desvalorização do metal no curto prazo.
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