Ouro e Bitcoin oscilam em meio a tensões entre EUA e Irã
O dólar recua e o ouro se estabiliza com o avanço diplomático entre EUA e Irã e dados de inflação nos EUA abaixo do esperado, enquanto o Bitcoin segue pressionado por resgates em ETFs.
Pontos principais
- O ouro reverteu quedas diárias após relatos de um possível acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
- O Bitcoin mantém-se pressionado, com ETFs como o IBIT da BlackRock acumulando US$ 2,6 bilhões em resgates em oito dias.
- O dólar encerrou o dia em R$ 5,03, uma queda de 0,57%, acompanhando a desvalorização global da moeda americana.
- Dados do PCE e do PIB dos EUA vieram abaixo das expectativas, reforçando a tese de desaceleração econômica.
- O índice DXY recuou diante da queda nos rendimentos dos Treasuries, reduzindo o prêmio de risco geopolítico.
- Investidores aguardam a divulgação do índice PCE dos EUA para balizar as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve.
Os mercados globais atravessam um período de alta volatilidade, refletindo a sensibilidade dos investidores às tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O ouro, que chegou a atingir a mínima de dois meses, reverteu suas perdas diárias após o portal Axios reportar avanços em negociações para a extensão de um cessar-fogo, medida que agora aguarda a aprovação final do presidente Donald Trump. A expectativa de estabilidade diplomática, somada a dados de inflação e PIB americanos abaixo das expectativas, contribuiu para a queda do dólar, que fechou cotado a R$ 5,03, acompanhando o recuo do índice DXY e dos rendimentos dos Treasuries.
Enquanto o ouro ensaia uma recuperação, o mercado de criptoativos permanece sob pressão vendedora. O Bitcoin recuou para o patamar de 45 dias, impactado por um movimento consistente de saída de capital em ETFs, que totalizaram US$ 2,6 bilhões em resgates líquidos na última semana. O cenário de incerteza é amplificado pela proximidade da divulgação do índice PCE dos EUA, dado fundamental para que o Federal Reserve defina os próximos passos de sua política monetária. A combinação entre o desenrolar do conflito no Oriente Médio e os indicadores de atividade econômica americana continuará a ditar a trajetória dos ativos de risco e de proteção no curto prazo.
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