Impactada pelos juros altos, a indústria de transformação registra queda de 2,5% no faturamento acumulado no início de 2026.
A indústria de transformação brasileira enfrenta um cenário de desaceleração nos primeiros quatro meses de 2026, pressionada pelo patamar elevado das taxas de juros. Segundo dados da CNI, o encarecimento do crédito e a consequente limitação do consumo impactaram diretamente o desempenho do setor, que registrou uma queda de 2,5% no faturamento real no acumulado do quadrimestre em comparação ao mesmo período de 2025. O aumento da ociosidade fabril é evidenciado pelo recuo da Utilização da Capacidade Instalada (UCI) para 77,1%.
O mercado de trabalho industrial também reflete o momento de cautela, com uma retração acumulada de 1,5% nas vagas ao longo do ano. Contudo, o rendimento médio real dos trabalhadores apresentou alta de 5,3% em abril, um movimento impulsionado pela resiliência do mercado de trabalho em outros setores. A persistência dos juros altos continua sendo o principal desafio para a retomada do crescimento industrial no curto prazo.
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