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Bolsas europeias fecham em queda com tensões entre EUA e Irã e foco no BCE

Mercados europeus recuam pressionados pela escalada geopolítica entre EUA e Irã e pela expectativa da decisão de juros do Banco Central Europeu.

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Foto: Bloomberg - Markets
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10/06 às 14:45 · atualizado 17:15

Pontos principais

  • O índice STOXX 600 encerrou a sessão com queda de 0,08%, marcando o quarto dia consecutivo de perdas.
  • O preço do petróleo subiu para US$ 93 por barril devido a temores sobre o fornecimento de energia via Estreito de Ormuz.
  • O mercado aguarda a decisão do Banco Central Europeu, com expectativa de alta de 25 pontos-base nos juros.
  • Dados de inflação nos EUA registraram alta de 4,2% no acumulado anual, mantendo-se em linha com as projeções.
  • O instituto alemão DIW reduziu a previsão de crescimento da Alemanha para 0,5% em 2026, pressionando o sentimento dos investidores.

As bolsas europeias encerraram o pregão majoritariamente em queda, pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O índice STOXX 600 registrou baixa de 0,08%, acumulando quatro dias de perdas, enquanto o preço do petróleo atingiu US$ 93 por barril, impulsionado por preocupações com o fornecimento de energia através do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump declarou que o Irã deverá arcar com as consequências de sua postura diplomática, elevando a cautela global. Paralelamente, o mercado mantém foco na decisão de política monetária do Banco Central Europeu, com a expectativa de um aumento de 25 pontos-base nos juros para conter a inflação na região.

Além do cenário geopolítico, indicadores econômicos e corporativos influenciaram o desempenho dos ativos. Nos Estados Unidos, a inflação anual de 4,2% ficou dentro do esperado, enquanto na Europa, o instituto alemão DIW revisou para baixo a projeção de crescimento da Alemanha para 0,5% em 2026. No setor corporativo, o dia foi marcado por movimentações societárias envolvendo o Commerzbank e o UniCredit, além da interrupção de estudos clínicos pela farmacêutica Sanofi. A combinação desses fatores mantém os investidores em estado de alerta, equilibrando os riscos de uma escalada no Oriente Médio com os desafios de ajuste monetário e desaceleração econômica na zona do euro.

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