CNJ abre processo disciplinar contra desembargador de MG por crimes sexuais
O CNJ instaurou PAD contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do TJMG, por denúncias de crimes sexuais contra estagiárias e servidoras.
Pontos principais
- O CNJ aprovou por unanimidade a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar contra o desembargador Magid Nauef Láuar.
- O magistrado permanece afastado de suas funções desde fevereiro, medida mantida pelo órgão.
- Investigações apontam sete vítimas em situação de subordinação, com relatos de importunação sexual e atos análogos ao estupro.
- A defesa do desembargador sustenta que os fatos são antigos e pleiteia o reconhecimento da prescrição.
- O caso ganhou repercussão após o magistrado absolver um réu por estupro de vulnerável sob a justificativa de vínculo afetivo.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado, que já estava afastado de suas atividades desde fevereiro, é alvo de denúncias graves que incluem importunação sexual e atos análogos ao estupro. Segundo o corregedor Mauro Campbell, as sete vítimas identificadas, entre estagiárias e servidoras, encontravam-se em situação de vulnerabilidade ou subordinação ao desembargador. A defesa de Láuar alega que os fatos são antigos e busca o reconhecimento da prescrição. A investigação foi impulsionada por uma decisão polêmica do magistrado, que absolveu um réu por estupro de vulnerável alegando a existência de um suposto vínculo afetivo, sentença que foi posteriormente revista pelo tribunal.
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