O CNJ afastou o desembargador Magid Nauef Láuar do TJMG por indícios de crimes sexuais, após absolver réu por estupro de vulnerável e ser alvo de operação da PF.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento imediato do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A medida foi tomada após a identificação de indícios de delitos contra a dignidade sexual, supostamente cometidos pelo magistrado quando atuava como juiz em Ouro Preto e Betim. Uma operação de busca e apreensão foi realizada pela Polícia Federal contra o desembargador, por determinação do próprio CNJ, que também recebeu pedidos de investigação da Advocacia-Geral da União (AGU).
As investigações administrativas foram iniciadas após denúncias de abuso sexual e a atuação do magistrado em um caso de estupro de vulnerável, onde inicialmente absolveu um réu acusado de estuprar uma menina de 12 anos e a mãe da menina, alegando "vínculo afetivo consensual". Essa decisão, posteriormente revertida pelo próprio desembargador que restabeleceu a condenação e prisão dos acusados, e as denúncias de familiares e ex-funcionárias, levaram à apuração de possíveis "indícios de teratologia" em seu voto.
O afastamento visa garantir a livre apuração dos fatos e evitar interferências na investigação. Pelo menos cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça, incluindo uma no exterior, e a apuração das denúncias prosseguirá.
Agência Brasil - EBC • 27 fev, 14:27
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